Newsletter do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção
Mensagem da Comissão Coordenadora do RNCI
Os registos nacionais em cardiologia têm uma enorme importância e um grande potencial de crescimento em Portugal. Em alturas de crise económica internacional como a que vivemos agora, questionam-se alguns dos formatos de estudos mais comuns e fomentam-se os estudos multicêntricos como uma boa alternativa, por acrescentarem sinergismos de esforços, poupanças de recursos e evidências científicas sólidas.
Com mais de 40.000 procedimentos de intervenção coronária, o Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI) tem a vantagem de dar alguma dimensão a um país que é pequeno, com muitas assimetrias, podendo dar informações muito relevantes no que diz respeito á angioplastia coronária em Portugal. Deste modo podemos ter impacto em decisões políticas e de economia na saúde, fomentando ao mesmo tempo a investigação científica na Cardiologia de intervenção.
Desde a criação da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) que um dos objectivos da direcção tem sido o maior acompanhamento do RNCI. Por isso mesmo a actual direcção nomeou o Secretário-geral da APIC, Dr. Manuel Almeida como responsável do registo, tendo sido criada com o Centro Nacional de Colecção de Dados em Cardiologia (CNCDC) uma comissão conjunta que integra elementos da APIC, do CNCDC e da Infortucano (empresa informática responsável pelos registos SPC).
Apesar de ter já 10 anos, o RNCI não é uma base de dados apenas, mas sim 3 bases separadas, que resultaram de iniciativas diferentes (Registo em papel de 2002-2005, Registo da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2005-2007 e o Registo actual a partir de 2008), com alguns pontos em comum mas também com várias e importantes diferenças. É um dos objectivos desta comissão coordenadora a fusão completa e definitiva destas 3 bases de dados.
Uma importante tarefa já levada a cabo foi a renomeação dos investigadores principais, tendo sido criada a figura, previamente inexistente, dos interlocutores operacionais para uma maior facilidade de contacto e resolução dos problemas locais do registo. Foi dada aos centros a possibilidade de exportação automática dos registos, facilitando assim a actualização permanente dos dados do RNCI. Temos também a quase totalidade dos centros a exportar activamente para o RNCI, tendo sido criadas várias interfaces para exportação dos dados.
O que se segue não é nada fácil mas tem forçosamente ser feito e passa por rever e acrescentar algumas variáveis ao registo, fazer auditorias por amostragem e promover os seguimentos dos doentes (menos de 20% neste momento). É por isso fundamental um grande esforço conjunto para um registo que é de todos e para todos.
A todos aqueles que ajudaram a criar o RNCI e que agora o fazem crescer um muito obrigado pelo esforço e dedicação.
Marco Alves Costa (Coordenador do RNCI no CNCDC e Vogal da Assembleia geral da APIC)
Manuel de Sousa Almeida (Coordenador do RNCI na APIC e Secretário-Geral da APIC)
