A 15.ª Reunião Anual da APIC promete ser um marco na Cardiologia de Intervenção nacional, continuando a tradição de excelência científica e colaboração entre profissionais de saúde. O presidente do evento, Pedro Jerónimo de Sousa, destaca a importância da atualização contínua e da cooperação entre médicos, enfermeiros e técnicos superiores, sublinhando os benefícios para os doentes. Com um programa diversificado que aborda desde a evolução temporal da Cardiologia de Intervenção até às inovações tecnológicas, o evento também celebrará os 25 anos da Via Verde Coronária em Portugal. Realizada em Peniche, a reunião contará com a presença de renomados especialistas internacionais, reforçando a importância da participação dos jovens cardiologistas no futuro da especialidade.
Esta é a 15.ª Reunião Anual da APIC. Em que é que se vai distinguir das anteriores?
Pedro Jerónimo de Sousa (PJS) – Temos perceção de que cada edição da Reunião Anual da APIC é marcada por uma qualidade do programa científico e por uma assistência forte e interessada pelos que nela participam. Pretendemos que a edição de 2024 seja uma continuidade das edições anteriores, reforçando a sua posição como a principal reunião da Cardiologia de Intervenção nacional.
Na sua opinião, qual a importância da sua realização para os profissionais de saúde?
PJS – A concretização destas reuniões acarreta diversos benefícios para a Cardiologia de Intervenção e, consequentemente, para os doentes que dela necessitam. Por um lado, a atualização científica dos profissionais associa-se a uma melhoria dos cuidados prestados. Por outro lado, uma vez que o trabalho que a nossa comunidade realiza é desenvolvido em equipa, juntar neste evento grupos profissionais distintos, como médicos, enfermeiros e técnicos superiores, o espírito de corpo e união sai reforçado. Acredito que isso se reflita positivamente no trabalho quotidiano e nos cuidados que prestamos.
Aquando da escolha do programa, qual a principal preocupação?
PJS – Procuramos que o programa científico aborde diversas áreas de intervenção cardiovascular, como coronária, estrutural e extra cardíaca. Fizemos uma reflexão sobre a evolução temporal da Cardiologia de Intervenção (passado, presente e futuro) e procuramos refletir essa dinâmica no programa. Vamos celebrar os 25 anos de implementação da Via Verde Coronária em Portugal, e teremos uma iniciativa nesse âmbito. Também destacamos a importância e particularidades das mulheres na intervenção cardiovascular no momento presente, o que também será destacado na Reunião. Adicionalmente, prevemos que diversas ferramentas tecnológicas venham a ter um papel progressivamente mais relevante no nosso desempenho, pelo que teremos uma mesa-redonda dedicada à inovação tecnológica e inteligência artificial.
A propósito da celebração dos 25 anos da Rede de Referenciação da Via Verde Coronária (VVC), que vai ser assinalada durante a 15.ª Reunião Anual da APIC, o que pode adiantar sobre a mesma?
PJS – A Via Verde Coronária permitiu disponibilizar com justiça e equidade a toda a população o melhor tratamento para o enfarte do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Queremos celebrar os 25 anos de implementação desta rede em Portugal, juntando em debate representantes de diversas entidades que tiveram e continuam a ter um papel relevante na criação e manutenção da Via Verde Coronária, nomeadamente Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Emergência Médica, Sociedade Portuguesa de Cardiologia e Iniciativa Stent Save a Life. A APIC está também a preparar uma reedição dos cursos STEMINEM, dedicados à abordagem do enfarte com supradesnivelamento ST pelas equipas de emergência hospitalares e pré-hospitalares. Incluiremos uma edição deste curso no momento da Reunião Anual, que prevemos ser o maior e mais participado até ao momento.
Uma vez mais, esta reunião será em Peniche. Porquê a escolha deste local?
PJS – O espaço físico de que dispomos em Peniche permite a concretização de uma reunião participada e com forte caráter de interação. Também geograficamente facilita a participação nacional, por ser mais central e a uma distância média mais acessível dos vários centros de intervenção cardiovascular.
Irão estar presentes vários convidados internacionais. Pode destacar algum?
PJS – Tal como referido, pretendemos destacar as particularidades das mulheres na Cardiologia de Intervenção. Podemos adiantar que na iniciativa que teremos dedicada a este tema, vamos ter o privilégio de ter connosco a Dr.ª Carla Agatiello. Pelo trabalho que desenvolve na Sociedade Latino Americana de Cardiologia Intervencionista e no Grupo de Mulheres Intervencionistas Latino-Americanas, a sua presença é uma honra para nós e em muito enriquece a nossa reunião.
A 15.ª Reunião Anual da APIC é dedicada a todos os profissionais da área. No caso dos jovens cardiologistas, quais as vantagens em estarem presentes?
PJS – Os jovens são o futuro da nossa atividade. Acreditamos que teremos uma geração futura com elevada qualidade e valor. Temos iniciativas dedicadas aos jovens, como os prémios de casos clínicos. Na edição de 2023 realizamos uma Joint Session com o Young Committee da EAPCI. A iniciativa foi de tal sucesso que a vamos reeditar. Este ano será dedicada à abordagem de complicações em intervenção coronária.
Que mensagem deixa a todos participantes?
PJS – Estejam presentes na APIC 2024 em Peniche. Participar nesta reunião será uma experiência enriquecedora e a presença de cada um de vós ainda a engrandecerá mais.


