A 15.ª edição da Reunião VaP-APIC, que se vai realizar nos dias 19 e 20 de março de 2026, no Hotel Eurostars Oasis Plaza, na Figueira da Foz, prepara-se para marcar um novo capítulo na intervenção estrutural valvular em Portugal. Cláudia Jorge, presidente da Comissão Organizadora, refere que esta será uma edição especialmente diferenciadora, marcada pela atual complexidade na abordagem percutânea do tratamento das válvulas mitral e tricúspide, com foco concomitante no redo-TAVI, e pela aposta em inovações tecnológicas e procedimentais. Com um programa científico robusto, ao qual se juntam especialistas nacionais e internacionais, esta edição terá uma forte componente formativa, sessões práticas, casos desafiantes e espaço alargado para discussão entre pares. A VaP-APIC 2026 promete tornar-se um importante motor de atualização, partilha e evolução para todos os profissionais envolvidos no tratamento percutâneo da patologia valvular.
Quais os principais objetivos da 15.ª Reunião VaP-APIC? De que forma esta edição se distingue das anteriores?
Cláudia Jorge (CJ) – Tradicionalmente o foco da VaP-APIC tem sido a TAVI. Este ano queremos que o foco vá além da TAVI, com destaque na intervenção valvular percutânea mitral e tricúspide. É uma área com grande evolução e com várias inovações, pelo que merece ser destacada.
Aquando da escolha do programa, quais os critérios que foram tidos em conta?
CJ – Mostrar o que se faz de melhor na Cardiologia de Intervenção em Portugal, com casos live in the box em todas as sessões, seguidos de palestras por faculty nacional e internacional de forma presencial, para promover a interação e discussão clínica entre pares.
Quais são os principais temas em destaque no programa científico desta edição?
CJ – Destaco neste programa: a abordagem da terapêutica transcateter mitral avançada; a evolução nos dispositivos que permitem o tratamento percutâneo das válvulas mitral e tricúspide; uma reflexão sobre as recomendações europeias para TAVI e a sua aplicação face à realidade nacional; destaque na otimização do percurso do doente TAVI, assim como um mastering em redo TAVI e técnicas de eletrocirurgia. Paralelemente, haverá a sessão Breakout promovida pelos técnicos e enfermeiros das equipas de intervenção estrutural valvular e a sessão Corações de Amanhã da APIC, da iniciativa Valve for Life Portugal.
A reunião inclui cursos específicos. Qual é a importância destes cursos e a quem se destinam, em particular?
CJ – Este ano optamos por manter os tão concorridos cursos de TAVI coordinator e de acesso femoral de grande calibre, técnicas e resolução de complicações. Simultaneamente, vamos inovar com os cursos de hands-on de ecocardiografia para intervenção valvular percutânea-TEER, com foco na ecocardiografia transesofágica e ICE 4D e num mastering em redo-TAVI. São cursos que promovem a discussão entre pares e a proximidade com peritos nacionais e internacionais, para além da possibilidade de uma formação hands-on. Destinam-se a todos os membros das equipas que permitem o tratamento valvular percutâneo dos nossos doentes.
O programa contará com a presença de convidados internacionais? Quer falar-nos um pouco mais da escolha destes nomes e quais os temas que abordarão?
CJ – Na VaP-APIC 2026 contamos com uma ilustre faculty internacional constituída por: Didier TchéTché, Angel Sanchez, Arif Khohar, Manuel Barreiro, Gabriela Tirado, Julio Echarte e Lluis Asmarats. O Didier Tchétché irá contribuir com uma interessante palestra sobre TAVI-in-TAVI; Arif khohar sobre técnicas de eletro-cirurgia e partilhar a sua investigação em estratégias emergentes para otimização da subexpansão na implantação de TAVIs; Angel Sanchez irá contribuir com a sua vasta experiência em implantação percutânea de válvulas tricúspide, assim como o seu know-how no uso de ICE 4D; Manuel Barreiro irá trazer de Vigo a sua experiência com os diferentes mecanismos de válvulas para implantação mitral percutânea. Os colegas Gabriela Tirado, Julio Echarte e Lluis Asmarats, participarão na sessão conjunta com o CSC Madrid, uma sessão de brain-storming, com casos complexos e desafiantes. Lluis Asmarats ainda irá colaborar no curso Master in TAVI-in-TAVI.
Em que sentido é que esta edição pode contribuir para a melhoria da intervenção estrutural valvular, a nível nacional?
CJ – Esta edição terá um forte componente formativo de hands-on e de palestras dedicadas a hot topics na intervenção estrutural valvular (como o redo TAVI), inovações técnicas (eletro-cirurgia) e tecnológicas. Para além dos palestrantes e formadores dos cursos, contamos com colegas das várias áreas da cardiologia, como a insuficiência cardíaca e a ecocardiografia, e ainda cirurgiões cardíacos, que irão integrar os painéis de discussão e que em muito irão contribuir para o enriquecimento da discussão e partilha de experiências.
Na sua opinião, qual a importância da realização desta reunião para os profissionais de saúde?
CJ – A VaP-APIC 2026, para além de promover a atualização da evidência científica na área da intervenção valvular percutânea, irá permitir a discussão de casos clínicos exigentes e estimulantes, promover a partilha de experiências e facilitar o networking entre os profissionais de saúde.
Quais são as expectativas em termos de participação e impacto desta reunião na comunidade médica portuguesa?
CJ – Esperamos a participação e presença de todos os profissionais de saúde que contribuem para o tratamento percutâneo da patologia valvular em Portugal. É fundamental que todos possamos estar juntos num momento de interação e partilha, para que todos possamos aprender e evoluir em conjunto.
Qual a mensagem que gostaria de passar aos participantes?
CJ – Estamos à tua espera! Vai ser a melhor VaP-APIC de sempre e para isso contamos contigo!


