O ano de 2016 foi rico em produção científica em torno das plataformas absorvíveis, sobretudo o Absorb, a única até então comercialmente disponível. Os resultados ficaram um pouco aquém do esperado, deixando a comunidade médica um pouco apreensiva.
Começando pelo mais mediático e recentemente apresentado no TCT 2016, o ABSORB II – resultados a 3 anos, a vasomotricidade não foi melhorada com o uso de Absorb (0,047 vs 0,056 mm; p=0,49), nem a perda luminal tardia, que foi até maior que com o comparador Xience (área luminal mínima por IVUS 4,32 vs 5·38 mm²; p<0,0001).
COMENTÁRIO ao artigo, por Lino Patrício. “A História repete-se. É preciso estar atento.”
Quantas vezes, os doentes já nos perguntaram: “O stent depois de colocado não se pode retirar?”. A irreversibilidade e persistência da implantação do stent coronário, nunca foi considerada um problema de segurança, face à capacidade regeneradora endotelial de o recobrir e considerando a sua eficácia no tratamento da restenose ou a resolução das situações agudas em bail-out.

