Renato Fernandes, um dos diretores do Curso Pré-Congresso “Toolbox for Complex PCI”, que vai decorrer no âmbito da 13.ª Reunião Anual da APIC’22, explicou a necessidade em abordar este tema.
Renato Fernandes revelou, ainda, os principais avanços e desafios relacionados com esta temática.
Quais as expectativas para este Curso Pré-Congresso?
Renato Fernandes (RF) – A APIC tem por missão, entre outras, permitir o acesso e melhorar a formação dos seus associados. Espero que este curso venha acrescentar formação de qualidade aos participantes e que tenha um impacto importante no seu quotidiano profissional no futuro.
Qual a importância / necessidade em abordar este tema?
RF – A intervenção percutânea coronária tem conhecido avanços muito importantes nos últimos anos; por outro lado, a população tratada é cada vez mais idosa e com mais comorbilidades. Isto faz com que o número de procedimentos complexos tenha vindo a aumentar significativamente, correspondendo a percentagem importante dos procedimentos efectuados, fazendo, portanto, parte do quotidiano de todos os laboratórios de hemodinâmica.
Quais consideram serem os maiores avanços recentes sobre esta temática?
RF – Os avanços no tratamento da doença coronária são múltiplos e em múltiplas áreas, nomeadamente em termos de tratamento de lesões calcificadas, técnicas de angioplastia e material dedicado para lesões bifurcadas e oclusões crónicas, etc… Também tem havido avanços importantes em termos de técnicas auxiliares como imagem intra-coronária e avaliação fisiológica invasiva.
E os principais desafios?
RF – Como já foi referido, a doença coronária complexa é muito frequente. Dada a natureza destas lesões, a probabilidade de haver complicações e falhas do tratamento é maior. Assim, é fundamental que todos os cardiologistas de intervenção tenham o melhor conhecimento possível do ponto de vista técnico e tecnológico, de forma a garantir os melhores resultados possíveis e a sua reprodutibilidade.
Quais os principais objetivos do curso?
RF – O principal objetivo do curso é fornecer formação aos participantes no âmbito da angioplastia complexa (bifurcações, lesões calcificadas, oclusões crónicas, doença difusa, etc…) de uma forma prática, hands-on, recorrendo a simuladores de doença coronária.
Quem são os principais destinatários e porquê?
RF – O curso está principalmente desenhado para receber jovens cardiologistas de intervenção que já tenham alguma experiência em angioplastia coronária e que pretendam enveredar pelo tratamento de lesões coronárias complexas. A possibilidade de trabalhar com simuladores constitui uma boa oportunidade de iniciar o contacto com estes cenários desafiantes.


