D@CL: “oportunidade única de partilhar e adquirir experiência”

Day at the Cath Lab (D@CL) é o nome da mais recente iniciativa da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que tem o seu primeiro workshop no próximo dia 6 de novembro, em Évora. Numa “entrevista SMS”, Renato Fernandes, médico cardiologista do Hospital de Évora e membro da direção da APIC, fala-nos sobre este evento.

Évora vai acolher o primeiro D@CL. Porquê a escolha deste laboratório de hemodinâmica para o “pontapé-de-saída” desta iniciativa da APIC?
Nos elementos que constituem a equipa de cardiologia de intervenção do Hospital de Évora, encontram-se o Prof. Lino Patrício, que foi o mentor desta iniciativa há uns anos atrás quando era o responsável do Grupo de Estudos de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção, e eu próprio, como o elemento da atual direção da APIC mais diretamente envolvido na organização destes eventos. Embora o “kick-off” pudesse ser feito em qualquer outro Hospital, achamos que faria sentido ser feito no Hospital do Espírito Santo.

Porquê a escolha do tema “OCT meets BVS”?
O laboratório de Évora tem ganho experiência nos últimos anos na avaliação coronária por OCT (OFDI). O Prof. Lino Patrício fez a sua tese de doutoramento com o uso desta técnica. Os scaffolds reabsorvíveis (BVS) são uma tecnologia promissora e o facto de os dispositivos atuais serem constituídos por um polímero translúcido, permite um estudo muito detalhado por técnicas de imagem que utilizam a luz para a visualização das artérias, como o OCT. Neste sentido, gostaríamos de apresentar aos participantes um protocolo em desenvolvimento no nosso centro, sobre o uso de BVS em lesões coronárias longas (em que o uso de próteses absorvíveis parece lógico e promissor), com as angioplastias guiadas por OCT.

O que podem esperar os participantes?
O objetivo destes workshops é que sejam essencialmente práticos, com discussão de casos clínicos reais, do ponto de vista clínico e técnico, e com a máxima proximidade possível em relação à atividade desenvolvida nesse dia no laboratório. A ideia é que os participantes passem o maior tempo possível dentro da sala de hemodinâmica, numa lógica “hands-on”.

De que modo este tipo de iniciativas pode melhorar a prestação dos cardiologistas de intervenção?
Os D@CL são uma oportunidade única de partilhar e adquirir experiência nos vários temas a abordar, não sendo frequentes as oportunidades de estar em tanta proximidade com as técnicas de Cardiologia de Intervenção. Isto numa lógica em que os participantes são integrados na equipa de hemodinâmica como se de um dia normal de funcionamento se tratasse.