Comemoração dos 20 anos do Laboratório de Hemodinâmica do Hospital de S. Teotónio – Viseu

O Laboratório de Hemodinâmica do Hospital de S. Teotónio – Viseu assinalou 20 anos, no passado dia 9 de novembro. Entrevista ao Dr. Luís Nunes, Responsável pelo Laboratório.

Qual o seu balanço das últimas duas décadas do Laboratório de Hemodinâmica do Hospital?

Quando nos lembramos das dificuldades, das criticas e das dúvidas que há 20 anos existiram na criação do Laboratório e vemos o que, entretanto, alcançámos só podemos dizer que “valeu muito a pena”. Há 20 anos éramos um Hospital Distrital e não havia Laboratórios de Hemodinâmica nestes Hospitais. Começámos só a fazer coronariografias diagnósticas e enviávamos para Hospital de Gaia as angioplastias através de um protocolo de telemedicina. Em 2001, iniciámos as angioplastias neste Laboratório com a vinda do Dr. Victor Brandão. Agora damos apoio, nomeadamente com a via verde coronária, a uma população de cerca de 500000 habitantes dos Distritos de Viseu, da Guarda e parte de Castelo Branco. Sem dúvida que podemos dizer que foram 20 anos francamente positivos.

Que conquistas gostaria de destacar?

Sem dúvida que o inicio das angioplastias foi um marco e uma viragem neste laboratório. Até 2001 todos sentíamos que o nosso trabalho ficava incompleto e que os nossos doentes não tinham a oportunidade  de serem tratados como os doentes do litoral. Por outro lado, o inicio das prevenções no regime de 24 horas, sete dias por semana foi outra conquista difícil de esquecer. Passámos, finalmente, a poder oferecer a angioplastia primária aos nossos doentes. Um avanço enorme e inesquecível. Não me vou esquecer da primeira prevenção, ainda hoje me lembro do dia e da artéria (uma circunflexa).

O que podemos esperar deste Laboratório de Hemodinâmica para os próximos anos?

Como já tenho dito, temos 20 anos e queremos crescer. É obrigatório passarmos a ter técnicas de imagem intracoronária, e rotablator (temos FFR há vários anos). Acredito que, muito em breve, esse passo vai ser dado uma vez que já há aprovação do Conselho de Administração para a introdução dessas técnicas. O nosso foco continuará a ser o tratamento da doença coronária melhorando a qualidade desse tratamento.